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redes sociais virtuais e federadas…

Pois pois… Antes de mais nada… o que é uma Rede Federada? Ou será que podemos ir além… o que é uma rede social?

Na minha humilde opinião, toda a internet é uma grande rede, viva, interconectada, fragmentada, comunicativa, abstrata, emotiva, operativa… desde sempre que penso nela, penso em um meio de comunicação, uma ferramenta que operamos para nos relacionar com pessoas. Me falta o fervor frente à dita revolução das redes sociais. O que ipressiona as pessoas em seu aplicativos já é realidade desde sempre… enviar textos, voz, fotos, videos, feed, links… ou me dirão que o mIRC, msn, IRQ, emails não faziam tudo isso ( e seguem realizando =O )!

O que aconteceu nos últimos anos? Aconteceram incrementos tecnologicos que disponibilizaram hardware para mais pessoas e num tamanho reduzido…ou seja, o social! E junto a isso a internet também teve seu alcance e velocidades aumentados em MUITAS vezes…a rede! Porém não vimos o que esperavamos com tais incrementos: sonhavamos ver novos processos educativos, de participação política e de empoderamento local surgindo.

Porém não foi bem esse o roteiro da história da rede social… de certo modo, as nossas aspirações da virada do século eram mais ousadas que as atuais. Hoje o termo monetização caí super bem para descrever a era digital que vivemos… sim, em algum tempo as pessoas que se dedicam a estudar a internet começaram a defini-la em marcos… hoje nos fazem pensar que vivemos a época das redes… eu arriscaria dizer que da monetização da rede (mercantilismo)… infelizmente parece ser uma sindrome do retorno a categorias já conhecidas (estabelecidas…status quo…establishment…) ou simplesmente uma fobia… fobia de um cenário novo que tensiona os sistemas político e econômicos… não há democratização da internet sem democratização dos acessos a recursos humanos (a começar pelos direitos) e naturais , não há democratização da internet se não houver uma democratização da própria ideia de democracia. A democracia representativa se ergue na impossibilidade de grandes assembleias e de processos informativos em larga escala. Este é mais um campo em que o discurso da escassez deve ser garantido pelos meios oficiais (estado, mídia, trabalho, educação,..) de desinformação.

Falar de internet quando falamos de redes sociais é meio que uma cilada…nos faz jogar o jogo da realidade virtual. Por um momento pode passar batido, mas há uma rede social bem maior que sustenta o sentido de estar no mundo… uma rede social que se desenvolve silenciosamente… solidariedades que são trocadas aos miúdos… redes de trocas, redes de colaboração, as redes de espaços rurais que produzem alimento orgânico, as redes de mulheres para auto-defesa ou disseminação de informações ou ainda proteção, redes de pessoas que consomem determinados artefatos mistícos, redes de jardinagem urbana, redes de famílias, de amigxs… todas sociais, todas auto-reguladas, inter-conectadas, inter-operacionalizadas, co-existentes… o advento das tecnologias de informação colaborariam com estas sendo espaço para auto-gestão da informação particular/coletiva.

Como funcionam?

redesfederadas
Imagem retirada do sítio da Diaspora*

gnusocial
Imagem retirada de Flosspirit
A própria noção de rede já abarca a noção de federação. O que é uma federação? De forma rápida, federação é um tipo de estrutura (social) na qual a informação parte dos extremos e é distribuida para outras partes por meio de caminhos ou estradas que se comunicam entre si. Ou melhor, podemos pensar na ideia de comunidades que habitam um mesmo território e realizam escambos de acordo com as demandas de cada comunidade. Dei uma forçada nos termos para já irmos nos centrando no tema das redes virtuais… As redes virtuais que irei apresentar em seguida usam desta estrutura de federação para garantir acesso descentralizado as informações…em minha visão permitem que tenhamos uma aproximação humana às redes virtuais… já que pensar que podemos criar repositórios para onde TODAS as informações irão para serem redistribuidas é pensar num mundo em que viveremos em função das maquinas. Nós não temos que nos adequar a como querem que nos comuniquemos… nós podemos criar, gestar novas formas… não precisamos estar em redes que ofendem os nossos direitos só para termos alcance… isso é a vitória do marketing sobre a comunicação entre iguais. Parem de doar tempo para empresas monetizarem com seus habitos/dados, comece lutar para retirar pessoas destes lugares e a construir lugares minimamente seguros, ou se unir a quem já está nessa empreitada…

O que são Redes Sociais Virtuais Federadas? Artigo publicado no blog da Colivre

Traduzido daqui

No domingo, 18 de julho de 2010, os desenvolvedores StatusNet farão parte de uma conferencia sobre Federated Social Web (redes sociais virtuais federadas). Vamos trabalhar com outros desenvolvedores de outras empresas e projetos Open Source para definir que tecnologias serão usadas para permitir que as pessoas em diferentes redes sociais conectarem-se umas com as outras, como amigos e colegas. Eu gostaria de aproveitar a oportunidade para descrever exatamente o que entendemos por Federated Social Web. Nós estamos evitando o termo “Open Social Web”. “Open” pode significar um monte de coisas diferentes. A Federated Social Web é específica: significa que entidades distintas controlam partes do sistema, mas essas partes são conectadas com regras acordadas para uma integração agradável e útil. Muitos sistemas de Internet trabalham desta forma. A World Wide Web é um banco de documentos federado. Os documentos são armazenados em servidores diferentes, mas temos uma única interface limpa através de nossos navegadores. E-mail é um sistema de mensagens federado; enviamos e-mail de uma empresa para outra sem pensar duas vezes, porque a federação é muito simples e indolor (pelo menos para os usuários finais). A grande coisa sobre sistemas federados é que qualquer um pode participar. Qualquer pessoa, empresa ou organização pode possuir um site e fazer parte da Web. Qualquer pessoa ou empresa pode possuir e executar o seu servidor de e-mail. Além disso, detalhes de implementação são escondidos, e sob seu controle. Ninguém precisa se preocupar sobre como funciona seu servidor de e-mail. Suas escolhas de como executar o seu e-mail (Gmail? Sistema de email da empresa? Seu próprio site vaidoso? E-mail ISP?) São vastas. Preços por e-mail são baixíssimos porque há muita concorrência. Há outras grandes coisas sobre sistemas federados. Eles são extremamente robustos. Eles incentivam a inovação técnica. Eles são mais seguros. Mas as nossas tecnologias de redes sociais atuais não funcionam assim, não mesmo. Do ponto de vista de um site de rede social típico, se você não tiver uma conta no site, você não existe. A única maneira dos seus amigos naquele site interagirem com você é convidando você a participar do site. Apesar do fato de que existem centenas de outros sites de redes sociais na internet, quase todos funcionam como se não houvesse nenhuma outra rede social na Web. Esse modelo tem prevalecido no mundo dos negócios e nos governos, mas está mudando. Muitas empresas estão mantendo redes sociais para seus empregados; essa é uma maneira eficiente de compartilhar informações e se conectar com as pessoas dentro da organização. Os trabalhadores precisam se conectar a pessoas fora da organização, também. O seu patrão não vai querer hospedar uma rede social para os trabalhadores dos seus fornecedores ou seus clientes, seria melhor se eles tivessem sua própria rede social conectada com a sua. Há uma tendência de ver o ímpeto no sentido da federação das redes sociais virtuais como marginal (periférico e sem importância). Os primeiros usuários da Web e do e-mail provavelmente foram classificado como marginais, também. Mas o e-mail e a World Wide Web criaram uma imensa riqueza e bem-estar social para as pessoas que os usaram — muito mais do que as monolíticas, redes sociais isoladas que as sucederam. Por outro lado, é perigoso acreditar que essa arquitetura superior irá vencer inevitavelmente. Fazendo uma teia social federados que é onipresente, divertido, útil e vai ser um desafio. Mas eu acho que os blocos estão no lugar, ou quase no lugar, e que nós estamos passando da fase de concepção e implementação de uso real da Web pública. Amanhã vou listar os componentes de um web federados sociais, não vejo como eles, e dar uma idéia de onde estamos com os protocolos necessários para suportá-los.

Exemplos:

 

Vou deixar aqui o link para duas redes que estou sacando…

Mas então…a questão não é um link que te sirva de portal para o universo das redes federadas… por serem federadas há várias portas de entradas… você pode inclusive criar uma porta…

Aqui está uma listagem de pods da Diaspora* Todos eles tem acesso ao resto da rede…

Aqui vai uma lista de servidores do GNU/social.

E esses são links para outras duas redes que ainda não saquei, mas andei lendo um pouco…

Aqui uma lista de hubs da red#matrix, pelo que tenho lido essa é a rede social que dá mais ênfase a questão da privacidade/segurança.

Esse aqui é o MediaGoblin.

Lembrando que você escolhe um pod, hub, servidor, site… se cadastra e tem acesso a toda a rede… algumas redes começam a poder se comunicar uma com a outra… Diaspora* com Red#Matrx, por exemplo… pelo que entendi ainda não tá consolidada essa comunicação, mas de ve acontecer em breve… em todo caso há a possibilidade por serem software livre…

Em breve mais textos sobre software livres e licenças… o foco vai ser escrever de forma a conectar um público leigo com relação a questões técnicas aos temas relacionados a software livre.

One Comment

  1. judi Bola wrote:

    Great post.

    Monday, November 2, 2015 at 23:43 | Permalink