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Hegel e a dialética do Facebook: As redes sociais e as formas de escravidão virtual

Estamos na Internet para nos ligarmos ao conceito hegeliano de “espírito do tempo”. Temos a impressão (não de todo errada) que o tempo e a história são representados pela Internet e não participar disso fere nossa humanidade. A rede social é a sala de estar do mundo. Nela sabemos do que precisamos e não precisamos saber e a punição por não participar é o medo de não ser reconhecido. E nada assusta mais as pessoas do que passar em branco.

E uma vez dentro da rede você é o Escravo que encontrou no trabalho o sentido da sua vida. Produzir conteúdo para as redes é agora o seu prazer. Você não vê mais as correntes. Não há rede sem usuário, não há senhor sem escravo.

Você é livre, a internet é sua, e você não é pau-mandado de ninguém.

Texto bem bacana…

6 de MAIO – Dia Internacional Contra o DRM(GDD)

Hoje, 6 de maio, é o Dia Internacional Contra o DRM, sigla em inglês para Digital Rights/Restrictions Management, que significa: GESTÃO DIGITAL DE “DIREITOS”, ops RESTRIÇÕES! Em português GDD ou GDR a depender do seu ponto de vista… do meu GDR, RESTRIÇÃO de DIREITOS… queremos usar nossos dispositivos e serviços online sem espiões nos proibindo de ler, ver ou escutar ou, pior, roubando nosso arquivos! Para além da discussão acerca das copias de produções digitais… querem ter o poder de entrar na nossa “casa” e vasculhar a vontade 24h por dia para terem certeza de que não estamos infringindo regras…postas pelos mesmos poderes… e eis que sempre me pergunto… QUEM VIGIA OS VIGILANTES?????

Vai me dizer que confias em quem quer te vigiar? auhuahIHUHhauHs

Essa cultura de espionagem se faz por debaixo dos panos, longe dos olhos das pessoas… Espalhe o que significa DRM/GDR… Se interesse 10 minutos por essa questão “técnica” e não permita que no futuro a internet esteja infectada com essa praga. Ou que seus dispositivos sejam Defeituosos Pelo Design Divulgue!

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Visite a página da Fundação Software Livre América Latina e obtenha mais informações sobre o que é DRM e porque ser CONTRA!

Meditação Vipassana em João Pessoa

Amanhã 1º de maio estarão abertas as inscrições para o curso de Meditação Vipassana, que acontecerá entre os dias 05 e 16 de agosto em João Pessoa, PB. Para quem já conhece ou praticou é um oportunidade ímpar. Para quem não conhece deixo aqui um artigo baseado em palestra proferida pelo Sr. S.N Goenka em Berna, Suíça.


Todos buscam paz e harmonia, porque isto é o que falta em nossas vidas. De quando em quando todos nós experimentamos agitação, irritação, desarmonia. E, quando somos atormentados por esses sofrimentos, não os restringimos a nós mesmos; freqüentemente os distribuímos aos outros também. A infelicidade permeia a atmosfera que circunda a pessoa que sofre e todos que entram em contato com ela também são afetados. Certamente, esse não é um modo apropriado de viver.

Devemos viver em paz com nós mesmos e em paz com os outros. Afinal, seres humanos são seres sociais, têm de viver em sociedade e lidar uns com os outros. Mas como podemos viver pacificamente? Como mantermo-nos em harmonia interior e mantermos a paz e a harmonia ao nosso redor, de forma que também os outros possam viver pacífica e harmoniosamente?

Para livrarmo-nos de nosso sofrimento, temos de saber a razão básica para sua existência, a causa do sofrimento. Se investigarmos o problema, torna-se claro que sempre que começamos a gerar qualquer negatividade ou impureza na mente, certamente nos tornaremos infelizes. Uma negatividade na mente, uma impureza mental não pode coexistir com a paz e a harmonia.

Como geramos negatividades? De novo, através da investigação, torna-se claro. Ficamos infelizes quando achamos que alguém age de uma maneira que não gostamos ou quando não gostamos de alguma coisa que acontece. Coisas que não desejamos acontecem e criamos tensão interior. Coisas que queremos não acontecem, alguns obstáculos aparecem no caminho, e novamente criamos tensão interior; começamos a atar “nós” internos. E, pela vida afora, coisas indesejadas continuam a acontecer e as desejadas podem ou não acontecer, e este processo de reação, de atar nós — nós górdios — faz toda a estrutura física e mental tão tensas, tão cheias de negatividade, que a vida torna-se um sofrimento.

Uma forma de resolver este problema é dar um jeito para que nada de desagradável aconteça na vida e que tudo aconteça exatamente como queremos. Temos de desenvolver o poder de fazer com que tudo que desejamos aconteça e o que não desejamos não aconteça, ou ter alguém com tal poder que nos ajude sempre que solicitarmos. Mas isso é impossível. Não há ninguém no mundo cujos desejos sejam sempre satisfeitos, em cuja vida tudo ocorre de acordo com sua vontade, sem nada indesejável acontecer. Fatos contrários à nossa vontade e ao nosso desejo constantemente ocorrem. Portanto, surge uma pergunta: como podemos parar de reagir cegamente às coisas de que não gostamos? Como podemos parar de gerar tensões e permanecer pacíficos e harmônicos?

Na Índia, assim como em outros países, pessoas sábias e santas estudaram esse problema — o problema do sofrimento humano — e encontraram uma solução: se algo indesejável ocorre e você começa a reagir gerando raiva, medo ou qualquer outra negatividade, então, você deve desviar sua atenção o mais rapidamente possível para uma outra coisa qualquer. Por exemplo, levante-se, pegue um copo d’água, comece a bebê-la e sua raiva não se multiplicará; pelo contrário, começará a diminuir. Ou comece a contar: um, dois, três, quatro. Ou comece a repetir uma palavra, ou uma frase, ou algum mantra: talvez o nome de um santo ou divindade na qual você tenha devoção. A mente se distrairá e, até certo ponto, você estará livre da negatividade, livre da raiva.

Essa solução foi útil, deu certo. Ainda dá. Praticando isso, a mente sente-se livre da agitação. Entretanto, essa solução atua apenas no nível consciente. Na verdade, ao desviar a atenção, você empurra a negatividade profundamente para o inconsciente e, nesse nível, continua a gerar e multiplicar a mesma impureza. Na superfície há uma camada de paz e harmonia, mas nas profundezas da mente jaz um vulcão adormecido de negatividade reprimida que, mais cedo ou mais tarde, explodirá em violenta erupção.

Outros exploradores da verdade interior foram ainda mais longe em sua busca e, experimentando a realidade da mente e da matéria neles mesmos, concluíram que desviar a atenção é apenas fugir do problema. Fugir não é a solução; você tem de enfrentar o problema. Toda vez que a negatividade surgir na mente, simplesmente observe-a, enfrente-a. Assim que começar a observar uma impureza mental, ela começará a perder sua força e lentamente ela murcha e desaparece.

Uma boa solução: evitar os dois extremos da repressão e da livre manifestação. Enterrar a negatividade no inconsciente não a erradicará; e permitir sua manifestação com ações verbais ou físicas prejudiciais apenas criará mais problemas. Mas se você apenas observar, então, a impureza desaparecerá e você estará livre dela.

Isso parece maravilhoso, mas será realmente praticável? Não é fácil encarar suas próprias impurezas. Quando a raiva surge, apodera-se de nós tão rapidamente que nem mesmo percebemos. Então, dominados por ela, falamos ou fazemos coisas que prejudicam aos outros e a nós mesmos. Mais tarde, quando ela passa, começamos a chorar e nos arrependemos, pedindo perdão aos outros e a Deus: “Oh, cometi um erro, por favor, me desculpe!”. Mas da próxima vez em que nos encontrarmos numa situação semelhante, reagimos da mesma forma. Esse tipo de arrependimento não ajuda em nada.

A dificuldade é que não temos consciência quando uma impureza surge. Ela surge profundamente na mente inconsciente e, quando chega ao nível consciente, já ganhou tanta força que toma conta de nós sem que possamos observá-la.

Vamos supor que eu contrate um secretário particular e toda vez que a raiva surja ele diga: “olhe, a raiva está começando!”. Como não sei a que horas ela começa, terei de contratar três secretários para os três turnos: manhã, tarde e noite! Suponhamos que possa arcar com isso e que a raiva comece. Assim que meu secretário me avise, “oh, veja — a raiva começou!” a primeira coisa que farei é repreendê-lo: “Seu tolo, acha que é pago para me ensinar?” Estou tão dominado pela raiva que bom conselho não adianta

Suponhamos que o discernimento prevaleça e eu não o repreenda. Em vez disso, digo: “Muito obrigado. Agora preciso me sentar e observar minha raiva.” Será que é possível? Ao fechar os olhos e tentar observar a raiva, o objeto da minha raiva imediatamente surge em minha mente — a pessoa ou o fato que a iniciou. Logo, não estarei observando a raiva pura, mas meramente o estímulo externo dessa emoção. Isso servirá apenas para multiplicar a raiva; e, portanto, não é a solução. É muito difícil observar qualquer negatividade abstrata ou emoção abstrata divorciada do objeto externo que originariamente foi responsável pelo seu surgimento.

Isso oferece uma solução prática. Uma pessoa comum não pode observar impurezas abstratas da mente — medo, raiva ou paixão abstratos. Mas, com a prática e treinamento adequados, é muito fácil observar a respiração e as sensações corporais, ambas diretamente relacionadas às impurezas mentais.

A respiração e as sensações vão ajudar de duas formas. Primeiramente serão como que secretários particulares. Assim que uma negatividade surgir na mente, a respiração perderá sua normalidade; começará a gritar: “olhe, alguma coisa deu errado!”. Eu não posso repreender minha respiração; tenho que aceitar esse aviso. Da mesma forma, as sensações vão dizer que algo vai mal. Então, sendo avisados, podemos começar a observar a respiração e as sensações e, muito rapidamente, veremos que a negatividade cessa.

Esse fenômeno físico-mental é como duas faces de uma moeda. Em uma das faces, estão os pensamentos e as emoções surgindo na mente; na outra, estão a respiração e as sensações corporais. Quaisquer pensamentos ou emoções, quaisquer impurezas mentais que surjam, manifestam-se na respiração e nas sensações daquele momento. Logo, observando a respiração ou as sensações, estamos, de fato, observando as impurezas mentais. Em vez de fugirmos do problema, estamos encarando a realidade como ela é. Como resultado, veremos que essas impurezas perdem sua força; não mais nos dominam como no passado. Se persistirmos, elas finalmente desaparecerão completamente e começaremos a viver uma vida pacífica e feliz, uma vida cada vez mais livre das negatividades.

Dessa forma, essa técnica de auto-observação mostra-nos a realidade em seus dois aspectos: interior e exterior. Previamente olhávamos apenas para fora, perdendo a verdade interior. Procurávamos sempre fora de nós a causa de nossa infelicidade; sempre culpávamos e tentávamos modificar a realidade externa. Ignorantes da realidade interior, nunca entendemos que a causa do sofrimento está dentro de nós, em nossas reações cegas às sensações boas e ruins.

Agora, com o treinamento, podemos ver o outro lado da moeda. Podemos tomar consciência da respiração e também do que acontece dentro de nós. O quer que seja, respiração ou sensação, aprendemos a simplesmente observá-la sem perder o equilíbrio mental. Paramos de reagir e de multiplicar nosso sofrimento. Ao contrário, deixamos as impurezas se manifestarem e desaparecerem.

Quanto mais praticamos essa técnica, mais rapidamente as negatividades desaparecerão. Pouco a pouco, a mente tornar-se-á livre de impurezas, tornar-se-á pura. Uma mente pura é sempre cheia de amor — amor desinteressado por todos os outros; cheia de compaixão pelas falhas e sofrimentos dos outros; cheia de alegria pelo seu sucesso e felicidade; cheia de equanimidade diante de qualquer situação.

Quando alguém atinge esse estágio, todo o seu padrão de vida muda. Não é mais possível fazer ou falar qualquer coisa que perturbe a paz e a alegria dos outros. Em vez disso, uma mente equilibrada não apenas torna-se pacífica, mas a atmosfera que cerca uma tal pessoa também se tornará permeada de paz e harmonia, e isso influenciará e ajudará a outros também.

Aprendendo a permanecer equilibrado diante de todas as coisas que se experimentam dentro de si, desenvolve-se o desapego também a tudo o que se encontra nas situações exteriores. No entanto, esse desapego não é escapismo ou indiferença aos problemas do mundo. Aqueles que praticam Vipassana regularmente tornam-se mais sensíveis ao sofrimento dos outros e fazem seu máximo para aliviar tal sofrimento em tudo que podem — não com agitação, mas com a mente cheia de amor, compaixão e equanimidade. Aprendem a “santa indiferença” — como estar totalmente compromissados, totalmente envolvidos em ajudar os outros, enquanto, ao mesmo tempo, mantêm o equilíbrio mental. Dessa forma, permanecem pacíficos e felizes enquanto trabalham para a paz e a felicidade de outros.

Esse foi o ensinamento do Buda: uma arte de viver. Ele nunca estabeleceu ou ensinou nenhuma religião, nenhum “ismo”. Nunca instruiu aqueles que o procuravam a praticar qualquer rito, ou ritual, ou alguma formalidade vazia. Ao contrário, ensinava-os a observar a natureza tal como ela é, observando a realidade interior. Na ignorância continuamos a reagir de maneiras que prejudicam a nós e aos outros. Porém, quando a sabedoria surge — a sabedoria de observar a realidade como ela é — esse hábito de reagir vai embora, desaparece. Quando paramos de reagir cegamente, então, somos capazes da ação verdadeira — ação proveniente de uma mente equilibrada e equânime, uma mente que vê e compreende a verdade. Tal ação poderá ser tão somente positiva, criativa e benéfica para nós e para os outros.

Logo, o que é necessário é “conhecer-se a si mesmo” — conselho dado por todo sábio. Precisamos conhecer a nós mesmos, não apenas intelectualmente, no nível teórico e das idéias; e não apenas emocional ou devocionalmente, simplesmente aceitando cegamente o que ouvimos ou lemos. Tal conhecimento não é suficiente. Mais do que isso, precisamos conhecer a realidade experimentalmente. Precisamos experimentar diretamente a realidade desse fenômeno físico-mental. Só isso nos ajudará a libertar-nos de nosso sofrimento.

Essa experiência direta de nossa realidade interior, essa técnica de auto-observação é chamada de meditação “Vipassana”. Na língua da Índia, nos tempos do Buda, passana significava ver no sentido comum, com os olhos abertos; mas Vipassana é observar as coisas como realmente são, não como parecem ser. A realidade aparente tem de ser penetrada, até alcançarmos a verdade última de toda a estrutura física e mental. Quando experimentamos essa verdade, então, aprendemos a parar de reagir cegamente, de criar impurezas — e, naturalmente, as antigas impurezas serão gradualmente erradicadas. Tornamo-nos libertados de todo o sofrimento e experimentamos a verdadeira felicidade.

Existem três passos para o treinamento dado em um curso de meditação. Primeiramente, deve-se se abster de toda ação, física ou verbal, que perturbe a paz e a harmonia dos outros. Não se pode trabalhar para se liberar das impurezas da mente e ao mesmo tempo cometer atos físicos ou verbais que somente as multipliquem. Portanto, um código de moralidade é o primeiro passo essencial da prática. Compromete-se a não matar, não roubar, não ter má conduta sexual, não mentir e não usar intoxicantes. Abstendo-se de tais ações, permite-se que a mente se acalme o suficiente para avançar no trabalho.

O próximo passo é desenvolver alguma maestria sobre essa mente selvagem por intermédio do treinamento em mantê-la fixa em um único objeto, a respiração. Tenta-se manter a atenção na respiração o maior tempo possível. Esse não é um exercício respiratório; não se controla a respiração. Em vez disso, observa-se o fluxo respiratório como ele é; como entra e sai. Dessa maneira, acalma-se a mente mais e mais, e ela não será dominada por negatividades intensas. Ao mesmo tempo concentra-se a mente, tornando-a aguçada e penetrante, capaz de realizar o trabalho de visão clara (“insight”).

Esses dois primeiros passos, viver uma vida moral e controlar a mente, são muito benéficos e necessários por si só, mas levarão à repressão das negatividades, a não ser que se tome o terceiro passo: purificar a mente das impurezas, desenvolvendo a visão clara de sua própria natureza. Isso é Vipassana: experimentar a própria realidade pela observação sistemática e imparcial, dentro de si mesmo, de todo o fenômeno físico-mental sempre em mutação e que se manifesta como sensações. Essa é a essência dos ensinamentos do Buda: autopurificação através da auto-observação.

Isso pode ser praticado por um e por todos. Todas as pessoas enfrentam o problema do sofrimento. Essa é uma doença universal que requer um remédio universal, não-sectário. Quando alguém sofre com raiva, não é raiva budista, hindu ou cristã. Raiva é raiva. Quando alguém fica agitado em decorrência dessa raiva, essa agitação não é cristã ou judia ou muçulmana. A doença é universal. O remédio também tem de ser universal.

Vipassana é o remédio. Ninguém se oporá a um código de vida que respeita a paz e a harmonia dos outros. Ninguém pode se opor a desenvolver o controle da mente. Ninguém se oporá ao desenvolvimento da visão clara de sua própria natureza, por intermédio da qual é possível libertar a mente das negatividades. Vipassana é um caminho universal.

Observar a realidade como ela é por intermédio da observação interior — isso é conhecer-se a si mesmo direta e experimentalmente. Conforme pratica, a pessoa continua a se libertar do sofrimento das impurezas mentais. A partir da verdade aparente, grosseira, externa, pode-se penetrar a verdade última da mente e da matéria. Então, se transcende isso e experimenta-se uma verdade que está além da mente e da matéria, além do campo condicionado da relatividade: a verdade da libertação total de todas as impurezas, de todo o sofrimento. Não importa o nome que se dê à verdade última, isso é irrelevante; esse é o objetivo final de todos.

Que todos experimentem essa verdade fundamental! Que todos se libertem do sofrimento. Que todos desfrutem a verdadeira paz, a verdadeira harmonia, a verdadeira felicidade.

QUE TODOS OS SERES SEJAM FELIZES

Fonte: A Arte de Viver: Meditação Vipassana

Link para a página de inscrição

Metta!

O PESO DAS CORES

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Comemorando o aniversário de 66 anos do nascimento do cantor, compositor e pintor Lula Côrtes, o Texas Café Bar vai abrigar a exposição “O peso das cores”, uma série de 7 pinturas em óleo sobre tela. Falecido antes de concluir a série, Lula deixou dois dos sete quadros apenas como esboços à lápis, o que nos faz pensar sobre quais cores e tons ele percorreria para preencher esses traços inacabados.

A comemoração vai contar também com uma exposição de fotos e encartes de vinis que ele criou, a exibição dos curtas “O Mago das Artes” (2014, dir. Kátia Mesel) e “Lula em Cortes” (2010, dir. Marcos Santos) e as apresentações de Aninha Martins, Coxas d’Amélia, Devotos, Juvenil, Natália Meira e a Má Companhia, cantando e evocando Lula Côrtes para festejar seu aniversário.

“O Peso das Cores” é uma celebração dos 66 anos de vida e morte de Lula, conectando as várias veias artísticas que ele pulsava: artes plásticas, música, audiovisual, literatura, poesia e lisergia. Com certeza, ele estará presente.

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A ENTRADA É GRATUITA

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14h – Abertura da exposição de quadros, capa de discos e fotos; Audição de vinis

18h – Exibição dos filmes:
– Lula em Cortes (2010, dir. Marcos Santos)
– Mago das Artes (2014, dir. Kátia Mesel)

20h – Shows com: Aninha Martins, Coxas d’Amélia, Devotos, Juvenil, Natália Meira e a Má Companhia

Durante os intervalos a discotecagem fica por conta de Firmino, tocando do udigrudi ao underground.

 

Quando: Sábado, 9 de maio às 14h

Onde: Texas Bar, Edf. Texas, R. Rosário da boa vista, 163, Boa Vista, Recife

redes sociais virtuais e federadas…

Pois pois… Antes de mais nada… o que é uma Rede Federada? Ou será que podemos ir além… o que é uma rede social?

Na minha humilde opinião, toda a internet é uma grande rede, viva, interconectada, fragmentada, comunicativa, abstrata, emotiva, operativa… desde sempre que penso nela, penso em um meio de comunicação, uma ferramenta que operamos para nos relacionar com pessoas. Me falta o fervor frente à dita revolução das redes sociais. O que ipressiona as pessoas em seu aplicativos já é realidade desde sempre… enviar textos, voz, fotos, videos, feed, links… ou me dirão que o mIRC, msn, IRQ, emails não faziam tudo isso ( e seguem realizando =O )!

O que aconteceu nos últimos anos? Aconteceram incrementos tecnologicos que disponibilizaram hardware para mais pessoas e num tamanho reduzido…ou seja, o social! E junto a isso a internet também teve seu alcance e velocidades aumentados em MUITAS vezes…a rede! Porém não vimos o que esperavamos com tais incrementos: sonhavamos ver novos processos educativos, de participação política e de empoderamento local surgindo.

Porém não foi bem esse o roteiro da história da rede social… de certo modo, as nossas aspirações da virada do século eram mais ousadas que as atuais. Hoje o termo monetização caí super bem para descrever a era digital que vivemos… sim, em algum tempo as pessoas que se dedicam a estudar a internet começaram a defini-la em marcos… hoje nos fazem pensar que vivemos a época das redes… eu arriscaria dizer que da monetização da rede (mercantilismo)… infelizmente parece ser uma sindrome do retorno a categorias já conhecidas (estabelecidas…status quo…establishment…) ou simplesmente uma fobia… fobia de um cenário novo que tensiona os sistemas político e econômicos… não há democratização da internet sem democratização dos acessos a recursos humanos (a começar pelos direitos) e naturais , não há democratização da internet se não houver uma democratização da própria ideia de democracia. A democracia representativa se ergue na impossibilidade de grandes assembleias e de processos informativos em larga escala. Este é mais um campo em que o discurso da escassez deve ser garantido pelos meios oficiais (estado, mídia, trabalho, educação,..) de desinformação.

Falar de internet quando falamos de redes sociais é meio que uma cilada…nos faz jogar o jogo da realidade virtual. Por um momento pode passar batido, mas há uma rede social bem maior que sustenta o sentido de estar no mundo… uma rede social que se desenvolve silenciosamente… solidariedades que são trocadas aos miúdos… redes de trocas, redes de colaboração, as redes de espaços rurais que produzem alimento orgânico, as redes de mulheres para auto-defesa ou disseminação de informações ou ainda proteção, redes de pessoas que consomem determinados artefatos mistícos, redes de jardinagem urbana, redes de famílias, de amigxs… todas sociais, todas auto-reguladas, inter-conectadas, inter-operacionalizadas, co-existentes… o advento das tecnologias de informação colaborariam com estas sendo espaço para auto-gestão da informação particular/coletiva.

Como funcionam?

redesfederadas
Imagem retirada do sítio da Diaspora*

gnusocial
Imagem retirada de Flosspirit
A própria noção de rede já abarca a noção de federação. O que é uma federação? De forma rápida, federação é um tipo de estrutura (social) na qual a informação parte dos extremos e é distribuida para outras partes por meio de caminhos ou estradas que se comunicam entre si. Ou melhor, podemos pensar na ideia de comunidades que habitam um mesmo território e realizam escambos de acordo com as demandas de cada comunidade. Dei uma forçada nos termos para já irmos nos centrando no tema das redes virtuais… As redes virtuais que irei apresentar em seguida usam desta estrutura de federação para garantir acesso descentralizado as informações…em minha visão permitem que tenhamos uma aproximação humana às redes virtuais… já que pensar que podemos criar repositórios para onde TODAS as informações irão para serem redistribuidas é pensar num mundo em que viveremos em função das maquinas. Nós não temos que nos adequar a como querem que nos comuniquemos… nós podemos criar, gestar novas formas… não precisamos estar em redes que ofendem os nossos direitos só para termos alcance… isso é a vitória do marketing sobre a comunicação entre iguais. Parem de doar tempo para empresas monetizarem com seus habitos/dados, comece lutar para retirar pessoas destes lugares e a construir lugares minimamente seguros, ou se unir a quem já está nessa empreitada…

O que são Redes Sociais Virtuais Federadas? Artigo publicado no blog da Colivre

Traduzido daqui

No domingo, 18 de julho de 2010, os desenvolvedores StatusNet farão parte de uma conferencia sobre Federated Social Web (redes sociais virtuais federadas). Vamos trabalhar com outros desenvolvedores de outras empresas e projetos Open Source para definir que tecnologias serão usadas para permitir que as pessoas em diferentes redes sociais conectarem-se umas com as outras, como amigos e colegas. Eu gostaria de aproveitar a oportunidade para descrever exatamente o que entendemos por Federated Social Web. Nós estamos evitando o termo “Open Social Web”. “Open” pode significar um monte de coisas diferentes. A Federated Social Web é específica: significa que entidades distintas controlam partes do sistema, mas essas partes são conectadas com regras acordadas para uma integração agradável e útil. Muitos sistemas de Internet trabalham desta forma. A World Wide Web é um banco de documentos federado. Os documentos são armazenados em servidores diferentes, mas temos uma única interface limpa através de nossos navegadores. E-mail é um sistema de mensagens federado; enviamos e-mail de uma empresa para outra sem pensar duas vezes, porque a federação é muito simples e indolor (pelo menos para os usuários finais). A grande coisa sobre sistemas federados é que qualquer um pode participar. Qualquer pessoa, empresa ou organização pode possuir um site e fazer parte da Web. Qualquer pessoa ou empresa pode possuir e executar o seu servidor de e-mail. Além disso, detalhes de implementação são escondidos, e sob seu controle. Ninguém precisa se preocupar sobre como funciona seu servidor de e-mail. Suas escolhas de como executar o seu e-mail (Gmail? Sistema de email da empresa? Seu próprio site vaidoso? E-mail ISP?) São vastas. Preços por e-mail são baixíssimos porque há muita concorrência. Há outras grandes coisas sobre sistemas federados. Eles são extremamente robustos. Eles incentivam a inovação técnica. Eles são mais seguros. Mas as nossas tecnologias de redes sociais atuais não funcionam assim, não mesmo. Do ponto de vista de um site de rede social típico, se você não tiver uma conta no site, você não existe. A única maneira dos seus amigos naquele site interagirem com você é convidando você a participar do site. Apesar do fato de que existem centenas de outros sites de redes sociais na internet, quase todos funcionam como se não houvesse nenhuma outra rede social na Web. Esse modelo tem prevalecido no mundo dos negócios e nos governos, mas está mudando. Muitas empresas estão mantendo redes sociais para seus empregados; essa é uma maneira eficiente de compartilhar informações e se conectar com as pessoas dentro da organização. Os trabalhadores precisam se conectar a pessoas fora da organização, também. O seu patrão não vai querer hospedar uma rede social para os trabalhadores dos seus fornecedores ou seus clientes, seria melhor se eles tivessem sua própria rede social conectada com a sua. Há uma tendência de ver o ímpeto no sentido da federação das redes sociais virtuais como marginal (periférico e sem importância). Os primeiros usuários da Web e do e-mail provavelmente foram classificado como marginais, também. Mas o e-mail e a World Wide Web criaram uma imensa riqueza e bem-estar social para as pessoas que os usaram — muito mais do que as monolíticas, redes sociais isoladas que as sucederam. Por outro lado, é perigoso acreditar que essa arquitetura superior irá vencer inevitavelmente. Fazendo uma teia social federados que é onipresente, divertido, útil e vai ser um desafio. Mas eu acho que os blocos estão no lugar, ou quase no lugar, e que nós estamos passando da fase de concepção e implementação de uso real da Web pública. Amanhã vou listar os componentes de um web federados sociais, não vejo como eles, e dar uma idéia de onde estamos com os protocolos necessários para suportá-los.

Exemplos:

 

Vou deixar aqui o link para duas redes que estou sacando…

Mas então…a questão não é um link que te sirva de portal para o universo das redes federadas… por serem federadas há várias portas de entradas… você pode inclusive criar uma porta…

Aqui está uma listagem de pods da Diaspora* Todos eles tem acesso ao resto da rede…

Aqui vai uma lista de servidores do GNU/social.

E esses são links para outras duas redes que ainda não saquei, mas andei lendo um pouco…

Aqui uma lista de hubs da red#matrix, pelo que tenho lido essa é a rede social que dá mais ênfase a questão da privacidade/segurança.

Esse aqui é o MediaGoblin.

Lembrando que você escolhe um pod, hub, servidor, site… se cadastra e tem acesso a toda a rede… algumas redes começam a poder se comunicar uma com a outra… Diaspora* com Red#Matrx, por exemplo… pelo que entendi ainda não tá consolidada essa comunicação, mas de ve acontecer em breve… em todo caso há a possibilidade por serem software livre…

Em breve mais textos sobre software livres e licenças… o foco vai ser escrever de forma a conectar um público leigo com relação a questões técnicas aos temas relacionados a software livre.

A todo povo de luta – Rap Guarani Mbya

Visitem…

https://mobilizacaonacionalindigena.wordpress.com/

http://campanhaguaranisp.yvyrupa.org.br/

A TODO POVO DE LUTA

Tenonde Porã, aqui é o meu lugar
eu luto pela terra, por toda Yvyrupa
Parelheiros, zona sul, São Paulo
a todo povo guarani eu saúdo:
Mbya, Guarani, Kaiowa, Nhandeva
Antes do jurua subir a serra

eu mando um abraço para todo irmão negro
hoje já corre no sangue, bate forte no peito
carrego o dom de ritmo e poesia
eu e todo povo da periferia
pra chegar e somar
canta rap sempre quis
mesmo sofrendo a gente sabe ser feliz
medo de prova, o dia a dia é nosso teste

A todo povo de luta: Aguyjevete!

Demarcação já – é a terra protegida
Demarcação já – é a mata preservada
nossa maior luta é por autonomia
xondaros e xondarias todo dia

***

Rap Mbya Guarani do coletivo Tenonde Porã pygua:
Karai Negão
Fabrício Tupã
Robert Tupã

música:
Karai Negão
Pedro Droca Tupã Mirĩ

imagens:
Luiza Mandetta Xaka Poty
Vinicius Toro Vera Mirĩ
Ruka Karai Xondaro
Coletivo de vídeo Tenonde Porã

montagem:
Luiza Mandetta Xaka Poty
Vinicius Toro Vera Mirĩ
Ruka Karai Xondaro

acervo de imagens:
Comissão Guarani Yvyrupa
EZLN
MST
Luta Tupinambá
Luta contra o aumento 2015

Serras da desordem
À sombra de um delírio verde

coletivo ReVira-Lata
Rompeviento Televisón
Transe Filmes

Parlamento Indígena

Vídeo censurado pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, para a Sessão Solene em homenagem ao Dia do Índio – realizada no dia 16/04/2015, no Plenário Ulysses Guimarães. Produzido pela 7G Documenta em apoio à Mobilização Nacional Indígena – com roteiro de Rodrigo Siqueira e Elisa Malta, que também editou, a partir da seleção de cenas do filme ÍNDIO CIDADÃO? (DF,2014) -, o vídeo foi considerado ofensivo a imagem do Parlamento brasileiro.

Ficamos contentes que o presidente reconheça que os ataques do Congresso Nacional aos direitos constitucionais indígenas ofendem a imagem daquelas Casas de Lei. Por isso, compartilhamos o vídeo na internet para ampla divulgação de seu conteúdo.

Há 30 anos atrás, Mario Juruna era deputado federal e conduzia a Comissão Permanente do Índio. A Câmara dedicou uma semana de atividades políticas e culturais em homenagem ao Dia do Índio , com audiências públicas, debates, mostra de cinema e artes plásticas. Hoje, o Congresso se fechou aos indígenas mas também para a sociedade em geral.

Com o agravamento das ameaças de retrocesso aos direitos indígenas, mais uma vez o Movimento levanta o Acampamento Terra Livre. Esperamos que seja a última. Foi comovente notar que a comitiva de lideranças do Povo Kaiowa e Guarani saiu de suas retomadas, as terras negadas, para em Brasília permanecer embaixo de lonas e com seus anciões dormindo no gramado da Esplanada.

Diante de tantas contradições e adversidades, resta a esperança de que os Povos Originários se empoderem na próxima Mobilização Nacional como Parlamento Indígena ou outra instância que ocupe a Praça dos 3 Poderes com a altivez do Poder Popular. As primeiras Nações não merecem mais ser vistas como refugiados na Capital ou em qualquer outro lugar do país.

Brasília, 17 de abril de 2015.

Rodrigo Arajeju
7G Documenta

Sai do truque e cria um blog…

[…] sem muitas pre-tensões…

receber as pessoas que tenho apreço e compartilhar um pouco dos meus interesses e descobertas…

…a porta está aberta…